quarta-feira, 29 de abril de 2020

Abraço da morte

De uns anos temo em falar de Deus
A hipocrisia é fato entre os meus
Nunca defendeu a vida 
Sua campanha sempre foi de morte 
Teve gente que num acreditou 
E nele votou 
Foram pras ruas, vai na morte...
Acredito em Deus, tenho fé!
O mundo se tranca 
E daí?
Ninguém liga para o que é invisível 
Tá ok?
Contraditório, não?!
É só uma campanha padrão
Pois é, estamos ao vivo 
Agora só vê quem tá vivo
Se a ditaduta matou pouco 
Quantos ele ainda quer que morram?
Os que não querem morrer que corram
Para dentro de suas casas
E para os que num tem, que criem asas
Ele é messias, mas num faz milagre
Devia aomeno mostrar o exame, né cumpadre?!
Se for para compararmos com tortura
Um presida desses é loucura 
Combinado de um vírus quase fatal
Nos falta saúde mental
Quem defendia a família
A sua tá muito bem!
Para as nossas, somos números 
Muitos nem recebem, nem tem um mísero vintém
E para os muitos idosos
Só lamento, é a morte
Pois vida aqui é sinônimo de sorte


Nenhum comentário: