sábado, 25 de julho de 2009

Amar, verbo intransitivo

No amor não se pode impor limites e regras, ele tem que viver por si só, é preciso deixar que ele ande como queira, com quem queira sem medos e bloqueios.
A liberdade é a forma mais plena e pura que o amor pode assumir. Se eu amo, não preciso que o próximo me ame como eu quero, somente para satisfazer minhas vontades.
Gosto de me doar e dizer o que sinto por quem sinto. Quando amo, não é porque alguém me pediu amor ou para lhe amar, mais porque identifiquei com algo na sua essência que me atraiu, não só porque me atraiu, mas também pela convivência, pelo afeto, pela vontade que seja feliz estando longe e até mesmo estando com outro alguém.
Amar precisa ser intransitivo para que não se precise de um objeto que o complete, não somos objetos. Quando amar se torna algo autossuficiente -sem objeto- seu predicado pode ter um e vários complementos. Cada ser é livre para escolher o predicado de sua vida e de quantos complementos esta precisa para seu crescimento e para o preenchimento da sua alma.

(Esses dias vi o livro do Mário de Andrade que, inclusive, lhe roubei o título, esse livro muito me estima!)

*palavras escritas dia 19.07.09

3 comentários:

João Mamão disse...

Amar alguém é bom, mas quando se fica muito tempo longe desse sentimento, você meio que fica acomodado e acaba não querendo sair da sua zona de conforto quando surge alguma oportunidade, e acaba sendo taxado de insensível/frio.

Gosto dos seus textos; da forma que você escreve...mesmo achando essa coisa de amor meio, eeeer...sei lá.

=]

moça disse...

talvez eu precise de um tempo longe desse sentimento pra vê se rola essa insensibilidade ou frieza! Apesar de gostar de sentir e de escrever sobre isso, acho mesmo que preciso escrever sobre outras coisas.
;)

Anônimo disse...

Só sei que é algo que começa, e se começa, devemos acreditar também que pode terminar.

Para que assim, se por ventura for, começe outro...