domingo, 7 de setembro de 2008

Pra você

Os sentimentos pareciam mentir para o ser na confusão do olhar que a aprofundava todos os dias.Os encontros desses olhares lhe fazia indagar o que sente e pensava: "Será que a mudança desses pensamentos e desejos fazem mudar o que realmente sinto? Será?!" Tenta explicar com uma simples afirmação "É o medo de amar verdadeiramente que me faz procurar em outro olhar, ou pessoa, o que não encontro em você." É, talvez se fosse completo (o que é quase impossível para qualquer ser racional) nem uma outra pessoa do sexo oposto conseguiria atingir esse consciente que trai. E ela nem mesmo sabia o que era trair. E exatamente por isso pensava, "Tsc har!(...) É só o consciente não o corpo, não o beijo. E ele num vai nem saber quanto mais se sentir traído!" No entanto, ela não sabia que o consciente é forte o bastante para ser uma ameaça para qualquer sentimento que seja, ou pense, ser verdadeiro e num simples pensamento de idealização trai a si mesmo. Talvez ele não vá saber, muito menos sentir. Mas e ela, como fica dentro daquele ser? Com certeza uma confusão, não sabe de nada e pensa que sabe tudo! Tenta se explicar, se contradiz, diz coisa que não é pra ser dita e continua pensando: "A química desses olhares pode ser explicado pelo simples fato de querermos preencher algum vazio.” Mas não sabia de onde vinha esse vazio ou por que ele existe! No mais, nada disso importava pois gostava daquele sentimento que a fazia sorrir pro vento, que fazia sonhar, cantarolar, que mudava um pouco aquela nostalgia do dia-dia.
Sabendo que o que acontecia não mudaria o fato de ser feliz por simplesmente viver. A tristeza que a invadia... Todos os dias, uma vez no mês, sabem-se lá a constância desse dilema, é pura conseqüência de qualquer crise existencial e isso é normal em qualquer ser que vive nesse planeta, principalmente quando esse nasceu mulher, aquela tristeza, melancolia, nostalgia não querem dizer que aquela é uma pessoa infeliz.

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