sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Queria muito escrever qualquer que fosse às palavras de desabafo, mas aqui não dá. Talvez numa folha em branco, sabe aquelas de papel?! Talvez um dia alguém leia o que provavelmente escreva, e se não escrever vai continuar preso em meus pensamentos para que estresse os meus dias ou até os complemente com algum crescimento pessoal e daí talvez seja mais mulher que hoje! Mas como eu posso ser mais mulher, se sou uma mulher?! Quer dizer, que às vezes me enquadro no patamar de menina, posso ser ainda uma menina... Menina moça virando mulher que vive de pensamentos e aprendizados. Não dá pra escrever tudo que penso, se pudesse, no mundo não caberiam as palavras e reflexões que são feitas na minha mente. Algumas sem nem um valor, outras, queria mesmo que já fosse possível ter na mente um chip em que pudesse registrar tudo. Será que se essa tecnologia existisse me sentiria uma mulher?
Ainda não registrei o que queria. O desabafo continua abafado.

Um comentário:

Danilo Castro disse...

Não sei escrever. Cada vez que escrevo concluo mais essa afirmativa. Certa vez li da Clarice o seguinte:

"Se eu pudesse escrever desenhando na madeira ou passando a mão numa cabeça de menino, jamais teria entrado pelo caminho da palavra."

O desabafo continua abafado porque é impossível ser total quando estamos presos à convenções normativas e linguísticas. Simplesmente não dá, infelizmente.

Abraço.