E tudo se confunde ainda mais, cada vez mais. É como um beijo roubado na hora errada, como um dito que não se podia dizer, um alguém que não se pode ter, mas pode sim esquecer. Não, não pretendo esquecer por total, mas quero pelo menos me curar dessa doença e arrancar essa máscara.
Peço ajuda a todos os Deuses, pois a minha força de fraco não é tão forte quanto imaginei que fosse. E sei que não vai ser tão simples, mas trato é trato! Mesmo quebrando-o no mesmo instante que foi feito, continua sendo trato ou pacto!
Lembra do anjo e do segredo?! Pois é, esse anjo era mesmo você, mas talvez pense que sou boba, para não descobrir rápido que o segredo é o tempo! Só que o tempo não tem mais tempo, pelo menos, por um longo, longo tempo. Tempo esse que não quero nem lembrar qual foi a última vez que pensei que era impossível dele passar. E vai passar, só não posso, nem quero amar assim depois dele.
Já percebi que sofro de um romantismo com muito fel. Parecendo que sempre procuro um sofrimento pra dá algum sentido a minha vida, e não tente nunca entender, pois nem mesmo eu entendo!
Filosofia pode sim ser uma desvirtude nesse caso, mas só ela me dá o livre arbítrio de falar o que acho que devo, ou precise falar. E ninguém tem nada a ver com isso. Só não quero viver e precisar esconder. Não quero fechar meu livro, ele estará aberto pra quem quiser ler e saber que é você.
Pretendo ser e ter um amor livre. E sinto-me presa ao tentar te prender, prendendo-te como não quero que seja. E quanto mais agente insistia mais o seu sentimento foi perdendo o sentido, e hoje, sem sentidos, não faz mais o menor sentido continuar assim. Mas amo-te, mesmo que não queira, mesmo que não aceite, mesmo que a solidão venha a ser minha companheira todas as noites (estando sozinha ou não), sendo as lágrimas que venham a beijar minha boca para que me saciem, pois qualquer outra boca será puro elo para a possível tentativa de te esquecer.
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