Como assim discutimos sobre a legalização do aborto? Gente, a discussão deveria ser como parar esses homens descontrolados, sexualmente disfuncionais que não sabem respeitar uma criança, uma adolescente e uma mulher por só pensarem em seus prazeres carnais. Acho uma discussão sem nexo essa. É tão óbvio e simples, mas sim, o óbvio e o simples parece algo difícil e ilógico. O certo é que toda sobrecarga é para as costas da mulher que depois de ser abusada e estuprada ainda tem que lidar com a pressão psicológica de ter que decidir em querer ou não abortar. Que assunto sem noção esse! Essa é uma lei sem cabimento, sem raciocínio lógico e inteligente. Precisamos de lei para humanizar os homens para que eles entendam o que é o respeito e a dignidade de poder ser uma menina, uma adolescente e uma mulher.
A reflexão sobre o privilégio de ser homem nos casos de estupro é desigual. Eles nunca reconhecem o próprio ato ou atitude, além de defenderem uns aos outros, a culpa sempre é da mulher. Eles não ligam para o que somos, para o que sentimos, não existe respeito, nem muito menos valor humano pois resolver a urgência é mais importante. Acho que o fato de nós queremos o direito de abortar não é mais do que um reflexo a toda essa insensibilidade dos homens de não perceberem o que é óbvio. Estamos virando monstros uns para os outros, e pior, para os nossos próprios filhos, até para aqueles indefesos dentro do ventre materno.
Nós mulheres somos mortas a todo instante e não é somente morte física, é morte psicológica, é morrer estando viva por não ter seres evoluídos suficiente para perceber, saber e entender que o outro é carne da sua carne. A mulher vive uma morte cruel, lenta, insensível e irreconhecível nos dois lados da moeda quando olhamos para essa lei. E tudo isso seria resolvido no simples fato dos homens aprenderem a se controlar, a se reeducar, se eles vissem a beleza na castidade, no respeito, na doçura e na sensibilidade do ser feminino e parassem de nos matar das tantas maneiras possíveis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário