sábado, 9 de maio de 2020

Sobre uma guerra contra o invisível

É novela?
Não, é vida real
Mas todo dia tem capítuno novo
Esse texto já está escrito
Mas ela não entende o descrito
Mudaram só os atores
E que continuam sem dores
Poesia é democracia
Mesmo, falta a empatia
Dessa desgovernia
Cadê a cidadania?
São pessoas mortas
Entendem o quanto importa?
Vocês percebem?
Não, programam churrasco
Um asco
Blasfêmia!
Agora temos uma fêmea...
Não tem pra artista
Essa mulher é uma facista
Cultura pra quê?
Ela vira as costas pra você
Você percebeu, Maitê?
Diálogo entre classe?
Nunca existiu, quem trabalha é a base
De um triângulo sem disfarse
Quem tá no topo
Não olha pra base
Num olha nem a própria classe
Tem artista morrendo
E ela até sorri dizendo:
Não tem nada acontecendo!
A ditadura é passado
As mortes não são fato
Apenas um fardo
Sim, e o mundo carrega na história
Junto com a falta de memória
Estamos vivendo sim, isso é o agora
Comida e a arte não tem hora
Não é esporte
Nosso povo precisa de suporte
Não desse circo
Que vocês armaram
Que mico!

Alguém ai já viu o invisível?!
Ele é incompreensível
Intangível



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