domingo, 24 de junho de 2018

Quando teremos paz

"Mãe, estou com sede"
Com sede de nova justiça
Com sede de política justa
Com sede de uma esperança
Com sede de humanidade
"Ô, Mãe, nunca mais quero sentir essa dor na minha vida!"
A dor da ignorância do homem
A dor do egoísmo
A dor da desigualdade
A dor da castração de viver

"Ele não viu que eu estava com roupa de escola, mãe!"
Ele não vê, eles não veem o faz 
Ele não vê, eles não veem o que é paz 
Eles veem a família deles 
Eles percebem no bolso deles 


Morremos todos os dias
Ao poucos e em número
Por cada vida impedida
Sendo ainda vivo
ou mesmo na morte
Cada gota de sangue
Cada lágrima derramada 
Por um ente que morreu
Ou pelo medo de viver 
Em um mundo para poucos




Poesia inpirada na morte do Jovem de 14 anos Marcos Vinícius, baleado na barriga e morto pela PM no Complexo da Maré, indo para a escola e usando um uniforme escolar.

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