terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Aquelas raízes



















Sem vontade de procurar
É, devo ter conseguido me achar
mas não é preciso juntar
Ficar sem ti é uma saudade sem fim
queria você aqui pertinho de mim
Pra que decifrar mistérios?
Por mim te faria sorrir, é sério!

Não tem chuva de água, mas tem de manga
Se essa mágoa fosse doce como elas
teria coragem de arriscar umas carícias cegas
Observava, lembrava e vi umas folhas diferentes
achava que era da espécie, procurei improcedente
Tentativas se somaria e mais nem uma anomalia acharia
Eram muitas, mas só essas escondidas encontraria

A mata não tem tanto verde
mas os bichos ainda cantam
Eles encantam a serra silenciada pelas águas
As cigarras continuam a festa sincronizada
Mas aqueles ruídos não se escuta mais
Falta você e teus sinais, precisava te fazer saber
Talvez não faça diferença, pra que esconder?

E se o melhor pra mim for estar com você?
Sinto sede, e a paisagem está diferente
mesmo assim meu pulsante ainda sente
Não acaba, dorme como a cachoeira
Está tranquilo, assim como o frio
Sacio meu cio na poeira dos fragmentos
Não mais disposta a ter raros momentos

Estou só, não tem água e está tudo seco
Parece que a natureza faz eco nesse trecho
Está tão quente que intensifica o nó, o vazio
Mesmo assim sorrio, mas de repente a um fio
Se chove, a terra e as pedras vem lavar
para levar as dúvidas e terminar de acalmar
uns pensamentos vem lapidar... Será?

Vai passar como a seca que assola a serra
Imagina se é com teu sorriso, ah quem dera!
Sei que não adianta tanto querer
se tivesse sorte o veria ceder e não mais morrer

Parece um sonho utópico, preciso parar de me iludir
parar de sonhar, mas só sei pensar em ti
Se acontecesse um milagre... Um sonho, enfim...

Nenhum comentário: