domingo, 11 de abril de 2010

Pequeno grande relicário

É como está num castelo,
Mesmo não sendo conto,
Podes sentir-se fada, princesa...
E a mais simples construção
Torna-se seu lugar preferido

Solidão é algo que incomoda
Que lhe faz parecer só
Mesmo sabendo que não está,
Se entrega, se acomoda, se esquece
Lhe faz parecer está num casebre.

Dessa janela, te dou oportunidade
De ler o que escrevo, o que penso
Temos acesso de qualquer parte...
Daqui, reflete um mundo real
Que parece imaginário,
Quase ilegível por alguns.

Dessa tela, vejo uma janela
No entanto, não posso tocá-la
Pelo seu reflexo no vidro
Mas vejo suas grades,
Um pouco de galhos,
Um resto de telhado
E um céu azul além do muro

O meu dogma, acabei embutindo-o
Dentro do ceticismo da razão
Para permitir que você cresça,
Dentro de mim esqueça
Que somos humanos e reais

Mostrarei-te algumas portas
Dentro da minha imensidão,
As mais secretas ficam por tua conta
Se não encontrar o que espera,
Resta a ti perdoar se quiser continuar,
Ou até desculpar se quiser levar.

Mas saiba...
Meu desejo é te dá uma relva
Com as roseiras que possamos plantar,
Com céu azul, muitos raios de sol
E noites de lua cheia repleta de estrelas
Não só assim, mas também ela escura;
Vão existir dias de chuva, dias de frio
Noites escuras, sem lua e nem estrelas.

Quero as verdades da nossa própria natureza
Que podem me deixar alegre e triste;
Que me fazem sorrir e chorar;
Que de toda forma me preenche.
O que mais completa e me satisfaz
É o simples fato de sermos nós.

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