
-Zruuuuuuuuuuu
Escutava de longe a agressão da Serra. Quando cheguei perto não acreditei no que via àquela hora da noite... ”Esse monte de merda está trabalhando até uma hora dessas para tirar uma vida, que absurdo!”
Há quantos anos aquela vida verde vivia ali naquele cantinho e fazendo sombra a uma boa pracinha... Muitas lembranças de infância me vem como num djavuh brincando naquele espaço que aos poucos vai sendo modificado pelo tempo, pelo capitalismo... Triste vê esse espaço ser transformado com tanta rapidez e eficiência para o comodismo humano, para o amostrar de ‘obras’ feitas na politicagem, para o desentupimento do trânsito insuportável.
Enquanto espero alguém abrir o portão de casa vejo quão insensível é o homem que corta cada membro daquele ser que não sente, mas vive; que nos dá com prazer sua sombra para tirarmos a fresca e sentir um pouco a natureza no olhar, por que na respiração já é incapaz de se sentir. Esse é o mundo de concretos e latões! Mentes que pensam?! Não sei... Mentes que... Deixa pra lá!
-Zruuuuuuu...
Não parava, escutei o ‘sofrimento’ da Mangueira até tarde. Ah coitada da Mangueira! Quantos anos ainda para viver, para nos dar alimentos e sombra.
Na manhã seguinte, quando saí de casa, vi o topo do pau ferido, por um momento, vi sangue ainda escorrer, “deve ter passado a noite sangrando”.
De longe dava pra ver os ex lugares dos galhos que agora são tampos amarelecidos no tronco que, ainda, está de pé. Parecia que dava pra escutar aquele projeto de árvore pedindo socorro, “deve ser coisa da minha imaginação”. Tentei me enganar quando cogitei a idéia de que o amputamento dos galhos tinha sido feito somente para que o espaço ficasse mais limpo para o trabalho, para que o manuseio dos monstros uxoricídios, conhecidos como trator e dirigidos por Homens, ficasse mais fácil.
Uns dois ou três dias passaram, e o tronco ainda se encontrava ali. A esperança do do pensamento primórdio aumentava, mas em uma manhã quando saía de casa percebi logo a falta da presença do ser que um dia vegetou naquele exato lugar. Tive vontade de pôr naquele cantinho um jazigo... “Aqui jaz uma Mangueira”.
P.S.: O pior é que não foi só uma, já foi umas três cortadas, exterminadas da Avenida Humberto Monte. Provavelmente muitas outras estão no projeto de serem, também, retiradas do caminho para se fazer mais "caminhos". Queria saber qual o caminho que o homem pensa está traçando?! Será que eles não sabem quem são as plantas que retiram o CO2* da atmosfera, será que não pensam que uma árvore também tem vida?! Assassinos!
*mesmo as velhinhas não tirando tanto quanto uma nova, é alguma coisa.
-Zruuuuuuu...
Não parava, escutei o ‘sofrimento’ da Mangueira até tarde. Ah coitada da Mangueira! Quantos anos ainda para viver, para nos dar alimentos e sombra.
Na manhã seguinte, quando saí de casa, vi o topo do pau ferido, por um momento, vi sangue ainda escorrer, “deve ter passado a noite sangrando”.
De longe dava pra ver os ex lugares dos galhos que agora são tampos amarelecidos no tronco que, ainda, está de pé. Parecia que dava pra escutar aquele projeto de árvore pedindo socorro, “deve ser coisa da minha imaginação”. Tentei me enganar quando cogitei a idéia de que o amputamento dos galhos tinha sido feito somente para que o espaço ficasse mais limpo para o trabalho, para que o manuseio dos monstros uxoricídios, conhecidos como trator e dirigidos por Homens, ficasse mais fácil.
Uns dois ou três dias passaram, e o tronco ainda se encontrava ali. A esperança do do pensamento primórdio aumentava, mas em uma manhã quando saía de casa percebi logo a falta da presença do ser que um dia vegetou naquele exato lugar. Tive vontade de pôr naquele cantinho um jazigo... “Aqui jaz uma Mangueira”.
P.S.: O pior é que não foi só uma, já foi umas três cortadas, exterminadas da Avenida Humberto Monte. Provavelmente muitas outras estão no projeto de serem, também, retiradas do caminho para se fazer mais "caminhos". Queria saber qual o caminho que o homem pensa está traçando?! Será que eles não sabem quem são as plantas que retiram o CO2* da atmosfera, será que não pensam que uma árvore também tem vida?! Assassinos!
*mesmo as velhinhas não tirando tanto quanto uma nova, é alguma coisa.
Um comentário:
Assassinos!!! Bjs
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