quarta-feira, 9 de abril de 2008

Muito menos agora eu consigo entender a pessoa que fiquei durante esses três últimos anos. Pois dizia ele que gostava e se importava comigo, mas como que sentia isso se continuava a cativar meu embaralhado de sentimentos, sabendo ele que esses em mim era bem mais intensos!
É inacreditável que uma pessoa possa ser tão fria e insensível a esse ponto! Pois mesmo que não gostasse de mim, ainda sim seria incompreensível que continuasse a ser como era (como é). Eram horas, noites, dias, enfim... Os momentos que ficávamos juntos eram maravilhosos mas sempre existia um depois, um depois cheio de repreensões e limites de sentimentos, melancolia pelos próximos dias, sem vê nem muito menos saber a hora em que meu corpo e mente seriam libertos desse escárnio.
Sempre preferia ficar, mas nunca se apaixonar. Ter momentos alegres e cativantes, mas nunca lembra-lo. Suprir suas necessidades, mas nunca se apegar a elas. Preferia a indiferença e nunca dormi ao lado. Aproveitava-se pra depois (não sempre, mas muitas vezes) jogar fora. Machucava-me e não fazia um pingo de questão de poupar o meu sofrimento, jogava-o na lama e dizia palavras sujas e incompreensíveis, como: “Você é responsável pelos seus próprios sentimentos”. E sou. Mas se compreendesse o tanto que gosto dele teria, pelo menos, evitado vir atrás antes que sentimentos e momentos bons virassem traumas psicológicos.
Nunca mais quero escutar ou ler o que li na última vez que conversamos sobre o que um sentia pelo o outro, é triste, é traumatizante!

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